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O que a Bíblia diz?


A BIBLIA E A UTILIZAÇÃO DE FIGURAS DE LINGUAGEM

Fico muito impressionado todas as vezes que leio a Bíblia e vejo a quantidade de utilizações de figuras de linguagem. São muitas, e acho até que podemos dizer, incontáveis, a quantidade de vezes que essas figuras de linguagem são utilizadas.


Deus sempre demonstrou seu prazer em fazer com que o seu povo compreenda a sua palavra. Dessa forma, ele fez com Jeremias subisse até a casa de um oleiro para que mais facilmente ele compreendesse a palavra do SENHOR (Jeremias 18:2). Para Amós, Deus mostrou-se como alguém que estava com um prumo (Amós 7:7-8).


Jesus, o mestre por excelência, sempre se apropriou muito disso para levar a palavra de Deus às pessoas de seu tempo de forma que se tornasse mais claro ao seu entendimento. Assim, estando em meio a agricultores, ele sempre comparava o reino do céu a isso. Estando em meio a pescadores, utilizava-se da mesma técnica e assim sucessivamente. Jesus falou que os discípulos seriam “pescadores de homens (Mateus 4:19)”, também comparou o mundo com um campo, e nele os ceifeiros (Mateus 13:30); No livro do apocalipse, Jesus é descrito como “O leão da tribo de Judá (Apocalipse 5:5)”.


Como já falei anteriormente, são inúmeras às vezes em que são utilizadas por Deus, figuras de linguagem, que tem como objetivo principal FACILITAR A COMPREENSÃO de assuntos que são difíceis de se explicar, a fim de que o povo compreenda com mais facilidade a sua palavra. Porém, nenhuma dessas comparações faz com que a PALAVRA DE DEUS perca o seu teor, a sua qualidade, a sua eficiência!


Deus possui mais sabedoria que qualquer homem. No entanto, ele prefere falar com seu povo com simplicidade, a fim de que seja por ele compreendido. Afinal de contas, nosso Deus não gosta de deixar o seu povo confuso, pois não é de confusão.

Sérgio Santana



Escrito por Sérgio Santana às 22h46
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QUANDO UTILIZAR A EXPRESSÃO "EM NOME DE JESUS!"


Tenho observado atentamente ao longo dos anos que, muitos irmãos ainda não aprenderam a distinguir Deus (o pai) de Jesus - apesar de muita coisa já haver mudado . Aqui há uma incógnita e muita gente até questiona: “Ora, não se prega que Deus e Jesus são um só?”. A resposta obviamente é SIM. Porém, vamos entender melhor isso e ver que existem algumas poucas coisas que necessitamos aprender.

 
Quando se fala em assuntos bíblicos, não vejo saída melhor para resolver esses pequenos problemas que resolvê-los utilizando a própria Bíblia.
Outro dia ouvi na igreja uma coisa que até pouco tempo era comum: um irmão dizendo que Davi falou: “Tu vens a mim com espada, com lança e com escudo; mas eu venho a ti em nome do Senhor [Jesus] I Samuel 17:45”. Se era comum, para mim, não mais é. Pois, se observarmos bem, Jesus - o filho de Deus, ainda não havia nascido da virgem. Portanto, não se havia conhecido esse nome ainda. Assim, Davi não disse “em nome do SENHOR JESUS”, mas sim, “em nome do Senhor dos exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado (Ver I Samuel 17:45)”.


Ouvi também certo irmão afirmando que Moisés não temeu a faraó porque era um “crente pentecostal”. Observemos que a expressão “pentecostal” refere-se a pessoas que receberam o batismo no Espírito Santo – isso porque o primeiro batismo no Espírito Santo aconteceu durante a festa de pentecostes, em Jerusalém. A festa de pentecostes foi ordenada por Deus e instituída por Moisés, muitos séculos antes de Cristo nascer e o batismo no Espírito Santo só aconteceu depois de Jesus voltar para o céu. Neste caso, constitui-se um erro gravíssimo dizer que Moisés era “um crente pentecostal”.


Ouvi também muitas outras pregações que falavam mais ou menos a mesma coisa e por isso não vou comentar muitos outros versículos citados desta forma, para não tornar o texto repetitivo. Todavia, para que possamos entender como fazer a distinção para aplicar na pregação, tento resumir abaixo:

Jamais podemos utilizar a expressão “em nome de Jesus”, para dizer que um personagem falou no antigo testamento.

Exemplo 01: disse Davi: “Tu vens a mim com espada, com lança e com escudo; mas eu venho a ti em nome do Senhor [Jesus] I Samuel 17:45”.
Exemplo 02: disse Davi: “O SENHOR [Jesus] é meu pastor, nada me faltará (Salmo 23:1)”.

A expressão SENHOR JESUS, só pode ser utilizada quando se referir a personagens do novo testamento.
Exemplo 01: Disse-lhe Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho, isso te dou; em nome de Jesus Cristo, o nazareno, anda (atos 3:6).
Exemplo 02: ... Mas Paulo, perturbado, voltou- se e disse ao espírito: Eu te ordeno em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora saiu (atos 16:18).

Portanto, toda vez que você for utilizar a expressão “SENHOR JESUS” observe sempre se falará de personagens do novo ou do antigo testamento.



Escrito por Sérgio Santana às 00h05
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A LOUCURA DA PREGAÇÃO

 

Mais uma vez resolvi retomar meus estudos bíblicos para falar de assuntos que julgo interessantes. Na verdade acho toda a Bíblia muito interessante, mas o fato de alguns assuntos chamarem mais atenção que outros é bem notável.

 O assunto que agora comento faz parte de uma série de outros que as pessoas usam desde a fundação das Assembléias de Deus no Brasil, mas infelizmente muitos o têm usado de forma errônea e, por isso, resolvi colocar em pauta tudo o que entendo, mesmo que seja bem claro que eu não sou o dono da verdade e também que eu sou apenas mais um que comenta o texto, estando também a minha colocação sujeita a criticas de outros, que poderão aponta-la como errada. Se assim for, melhor. Pois poderei aprender mais, se é certo que é errando que se aprende.

 

Observemos:



Escrito por Sérgio Santana às 07h39
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17

Porque Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho; não em sabedoria de palavras, para não se tornar vã a cruz de Cristo.

18

Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

19

porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a sabedoria o entendimento dos entendidos.

20

Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?

21

Visto como na sabedoria de Deus o mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus, aprouve a Deus salvar pela loucura da pregação os que crêem.

22

Pois, enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria,

23

nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos,

24

mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.

25

Porque a loucura de Deus é mais sábia que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte que os homens.

26

Ora, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos. nem muitos os nobres que são chamados.

27

Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes;

28

e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são;

29

para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus.

30

Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção;

31

para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.



Escrito por Sérgio Santana às 07h38
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CONTEXTO HISTÓRICO


A carta aos coríntios revela alguns problemas culturais gregos típicos dos dias de Paulo, incluindo a grande imoralidade sexual da cidade de Corinto. Os gregos eram conhecidos por sua idolatria, filosofias divisórias, espírito de litígio e rejeição de uma ressurreição física.

A cidade de Corinto, era uma importante província e centro comercial do Império Romano na época em que o apóstolo Paulo iniciou suas viagens missionárias. Corinto era uma das cidades comerciais mais importantes da época e controlava grande parte das navegações entre o Oriente e o Ocidente. Rival de Atenas em prosperidade, poder e cultura, situada a cerca de oitenta quilômetros a oeste de Atenas, no extremo oriental do golfo de mesmo nome, começou a desenvolver-se no século

Escrito por Sérgio Santana às 07h38
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CONTINUAÇÃO

VIII a.C. Seu poderio logo lhe permitiu fundar colônias importantes, como Siracusa, na Sicília, e Córcira (hoje Corfu), no mar Jônico. A cidade tinha dois portos, um a ocidente e outro a oriente do istmo de Corinto, e por eles exportava para todo o mundo produtos de olaria e objetos de bronze. Corinto aliou-se a Esparta depois das guerras dos séculos VI e V a.C. contra os persas, e contribuiu para a derrota dos atenienses na guerra do Peloponeso. Sua decadência, no entanto, iniciou-se no século seguinte.

Em 146 a.C. foi destruída pela invasão romana, mas interessava a Roma manter um encrave na região, situada a curta distância de um istmo de grande importância estratégica. Esse fato determinou a reconstrução da cidade em 44 a.C. por ordem de Julius Caesar, que declarou-a colônia romana e capital do Peloponeso.Voltou então a ser uma esplêndida e rica cidade, orgulhosa de sua cultura, arquitetura e obras de arte. Mais tarde passou a fazer parte do Império Romano do Oriente e continuou a florescer sob o domínio Bizantino, graças a seu ativo comércio. Durante a Idade Média tornou a decair e, no século XV, a conquista da Grécia pelos turcos otomanos a reduziu a uma aldeia.

A cidade era infame pela sua sensualidade e prostituição sagrada. Mesmo seu nome tornou-se um provérbio notório: “corintizar” significava praticar prostituição. A principal divindade da cidade era Afrodite (Vênus), deusa do amor licencioso, e milhares de prostitutas profissionais serviam no templo dedicado à sua adoração. O Espírito da cidade apareceu na igreja e explica o tipo de problemas que as pessoas enfrentavam.
Também revela alguns dos problemas que os antigos pagãos tinham em querer associar as suas antigas práticas as do ministério do Espírito Santo. Eles podem ter associado algumas das extravagâncias frenéticas do paganismo com o exercício dos dons espirituais (12.2).

DATA


Paulo estabeleceu a Igreja em Corinto por volta de 50-51 dC, quando passou dezoito meses lá em sua segunda viagem missionária (At 17.1-17). Ele continuou a levar a correspondência adiante e a cuidar da igreja depois de sua partida (5.9; 2Co 12.14). Durante esse ministério de três anos em Éfeso , em sua terceira viagem missionária (At 19), ele recebeu relatórios perturbadores sobre a complacência moral existente entre os crentes de Corinto. Para remediar a situação, ele enviou uma carta à igreja      (5.9-11), que depois se perdeu. Pouco depois, uma delegação enviada por Cloe, membro da igreja em Corinto fez um relato a Paulo sobre a existência de facções divisórias na igreja. Antes que pudesse escrever uma carta corretiva, chegou outra delegação de Corinto com uma carta fazendo-lhe certas perguntas (7.1; 16.17). Paulo enviou imediatamente Timóteo a Corinto (4.17). Então, ele escreveu a carta que conhecemos como 1 Co, esperando que a mesma chegasse a Corinto antes de Timóteo (16.10). Visto que Paulo, aparentemente, escreveu a carta próximo ao fim do seu ministério em Éfeso (16.8) ela pode ser datada cerca de 56 dC.

O CAPITULO 01

Acho que depois de tudo o que já lemos acima, fica claro o porque de Paulo ter escrito tudo o que escreveu nas cartas de  1 e 2 Coríntios.

De acordo com o que já escrevi, os Gregos não acreditavam na ressurreição; logo, jamais acreditariam que Jesus ressuscitou. Também fica claro, historicamente falando, que eles adoravam debater e questionar qualquer novidade. Todo assunto que era novo era motivo para um debate entre eles. Logo que Paulo chegou a Corinto, começou a pregar que Cristo havia morrido e ressuscitado.  E foi através dessa “novidade” que eles conheceram a Cristo.

O texto em destaque nos traz alguns pontos básicos: a loucura da pregação, os sábios que são chamados, os gentios e a glória de Deus.

Quando aceitei a Cristo, não foram poucas as vezes que ouvi pregadores dizendo que embora o “mundo” chame os crentes de loucos “porque eles gritam e falam em línguas que ninguém entende”, nós temos que continuar gritando e falando que o mundo precisa de Jesus.

Questionar que o mundo precisa de Cristo, eu não posso. Mas também não posso concordar com pessoas que pregam que precisamos gritar para sermos salvos. A loucura a que se refere a bíblia não é o “gritar” dos crentes, nem o falar em línguas, mas sim, o pregar a salvação através da morte na cruz. Basta observar o versículo que diz: “Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (versículo 18).

Se não todos, mas uma grande maioria de crentes, afirma categoricamente que as pessoas que não aceitaram a Cristo ainda, estão perecendo, ou seja, estão indo para o inferno. E, eu concordo com isso, só não concordo com a maneira segundo a qual o fazem. Pois a maioria diz isso como um insulto aos não evangélicos ainda quando, no meu entender, o que Paulo dizia era que o povo estava perecendo por ainda não conhecer a Cristo, mas ele o fazia com pesar na alma, com muita angústia, porque ele sabia dessa verdade, mas que aquilo era difícil para aquele povo, principalmente para os gregos que desde seu nascimento sempre foram adoradores de uma grande variedade de deuses. Assim, seria agora quase que impossível passar a adorar a apenas um Deus, ao qual não poderiam ver, mas somente sentir através da fé.

O que acho mais triste é que, baseado nesses versículos, já ouvi muitos irmãos afirmarem que o crente em Jesus não precisa estudar (ainda bem que isso aconteceu há muitos anos). Até mesmo existiam pais que proibiam rigorosamente os filhos irem à escola, afirmando que o crente precisava mesmo era de conhecer a palavra de Deus. Porém, em nenhum momento, encontramos na Bíblia alguma proibição de alguém estudar.

Amados irmãos, o que a Bíblia nos deixa claro é que embora nós tenhamos toda a sabedoria do mundo, a sabedoria de Deus será sempre superior. Portanto, não há nada de errado em o crente aprender, se assim o fosse Paulo teria falado; aliás, vale ressaltar que ele era um dos mais sábios judeus de sua época, sendo também grande conhecedor da lei de Moisés e de estudos seculares, além de falar várias línguas.

Observemos que os homens que se achavam sábios diante de Deus eram os judeus. Eles se achavam os grandes guardadores da palavra de Deus e que somente eles eram os escolhidos dele. Em contrapartida, os gregos achavam que eram os homens mais sábios da Terra e que ninguém havia com sua capacidade mental; e o que acho mais interessante em tudo isso é que havia tempos que os gregos ouviam falar do Deus de Israel, mas não chegaram a conhecê-lo mais de perto. Porém “Visto como na sabedoria de Deus o mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus...”, ele resolveu criar uma outra estratégia e enviou o seu filho para morrer na cruz, para que assim “alguns” pudessem conhecer a Deus, e essa era a “loucura” de que Paulo falava.

Versículos adiante, Paulo fala que “Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes”. Desta forma, Paulo estava ali dizendo que Deus, em sua sabedoria escolheu os gregos, para confundir os judeus que não haviam crido, mas que se achavam os donos da verdade. Ou seja, Deus escolheu os homens que os judeus chamavam de loucos (os gregos) para confundir a eles (os judeus), que se achavam sábios.

Paulo, porém termina esses versículos falando que os gregos são de Deus, em Cristo Jesus, o qual foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção (versículo 30); aconselhando aos gregos que não se gloriem também pelo fato de terem sido escolhidos, mas que aquele que quer alguma glória, que essa glória esteja em Deus.

Assim também, nenhum crente pode se gloriar em ter conhecido a Cristo, mas deve dar a ele glória e louvor, para não se tornar vã a cruz de Cristo, pois somente pela graça, pela misericórdia de Deus, é que somos salvos e não por nosso conhecimento, por nossa sabedoria.



Escrito por Sérgio Santana às 13h09
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Por que algumas pessoas na Igreja falam em outras línguas?

Relatar fatos, contar histórias e fazer comentários não é tão simples quanto se imagina. E, sabendo disso, sempre procuro comentar textos da forma mais clara e simples possível.

Neste pequeno comentário discorro sobre um dos temas mais complexos e mais importantes, a meu ver, da Bíblia Sagrada: O Batismo no Espírito Santo.  

Como surgiu e o que é o Batismo no Espírito Santo?

Para que seja possível uma melhor compreensão, torna-se necessária a leitura do livro de Atos dos Apóstolos, ou simplesmente ATOS, capitulo 02. 

1.      Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.

2.      De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.

3.      E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma.

4.      E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.

5.      Habitavam então em Jerusalém judeus, homens piedosos, de todas as nações que há debaixo do céu.

6.      Ouvindo-se, pois, aquele ruído, ajuntou-se a multidão; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.

7.      E todos pasmavam e se admiravam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses que estão falando?

8.      Como é, pois, que os ouvimos falar cada um na própria língua em que nascemos?

9.      Nós, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia,

10.  a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,

11.  cretenses e árabes - ouvímo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus.

12.  E todos pasmavam e estavam perplexos, dizendo uns aos outros: Que quer dizer isto?

13.  E outros, zombando, diziam: Estão todos embriagados.

 Os versículos falam-nos de algo surpreendente. Após Jesus voltar ao céu, os discípulos continuavam reunidos em uma sala, ou casa, e ali estavam sempre orando e louvando a Deus. Mas, um certo dia, aconteceu algo sobrenatural, conforme descrito acima.

Os discípulos começaram a ouvir algo como um vento forte e começaram a ver algo como labaredas de fogo que desciam sobre a cabeça de cada um deles. E naquele momento, começaram a falar em outras línguas.

As línguas que os discípulos falavam naquele dia na eram línguas que ninguém havia ensinado. Eles não haviam estudado aquelas línguas para que pudessem falar, observe isso nos versículos que se seguem: 

14.  Ouvindo-se, pois, aquele ruído, ajuntou-se a multidão; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.

15.  E todos pasmavam e se admiravam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses que estão falando?

16.  Como é, pois, que os ouvimos falar cada um na própria língua em que nascemos? 

Observe que o povo ficou muito confuso, pois naquele dia, o número de discípulos era de aproximadamente 120, mas na sua maioria eles eram pescadores ou pessoas pobres e, portanto não tinham estudado em lugar algum aquelas línguas que agora falavam. 

O que é necessário fazer para que se possa receber o Batismo no Espírito Santo?

Observe nos versículos do texto em analise que os discípulos estavam buscando a Deus. Para receber o batismo no Espírito Santo é necessário que tenhamos comunhão com ele, isto é, é necessário que o tenhamos como nosso amigo, com quem mantemos contato, pedimos ajuda, contamos os problemas e pedimos para estar ao nosso lado. A partir daí não somente passamos a ser amigos dele, como ele próprio passa a habitar em nós: I Coríntios 3:16 Não sabeis que sois santuário de Deus e que o E

Escrito por Sérgio Santana às 12h34
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MARIA OU MARIAS?

 

Todas às vezes que vou escrever sobre algum texto ou personagem bíblico, procuro relembrar comentários ou pregações que já ouvi sobre determinados temas para que, assim, tenha um ponto de partida para detalhar bem o meu argumento. É lógico que, se vou comentar baseado em algum argumento de outra pessoa, é porque dela discordo.

Uma música do cantor Roberto Carlos diz que “todas as nossas senhoras são a mesma mãe de Deus – Referência feita a mãe de Jesus”. E daí eu comecei a relembrar quantas Marias já foram canonizadas pelo Vaticano - É lógico que não vou poder citar aqui o nome de todas elas - tem um número exorbitante.

Dentre as muitas “Marias”, de que se tem notícias, temos Maria Madalena, Maria de Nazaré, e etc... Seriam elas, a mesma?

Analisando a Bíblia Sagrada, vemos as mulheres em diferentes situações e cumprindo diferentes papéis. Analisemos, pois, algumas:

 

- Maria de Nazaré:

Todas as vezes em que é pronunciada o nome de Maria de Nazaré, deve-se lembrar da mãe de Jesus, que também foi chamado de NAZARENO, ou seja, de Nazaré (Mateus 2.23).

Maria era uma moça pobre que vivia na cidade de Nazaré e fora escolhida por Deus para ser a Mãe do único Salvador do homem – Jesus (Mateus 1.16).

 

- Maria Madalena:

O nome Madalena vem de uma cidade na borda do mar da Galiléia (Magdala), situada cinco quilômetros ao norte de Tiberíades (Mateus 15.39). Em Marcos 8.10 chama-se Dalmanuta. O lugar acha-se identificado com a moderna vila de El-Mejdel. Foi desta Maria que Jesus expulsou sete demônios (Lucas 8.2).

A partir daí, o vaticano começou a canonizar e chamar de “Maria” e modificar o nome conforme o lugar de suas supostas aparições. Tais como Maria de “Fátima”, de “Lourdes”, de “Aparecida”, e etc...

 

Muitas pessoas que lêem a Bíblia sem muita atenção, poderiam também até achar que essas mulheres são a mesma. Por isso, quero destacar a diferença entre elas.

 

- Maria, irmã de Lázaro:

O Fato de Maria ter ficado aos pés de Jesus ouvindo a sua Palavra e de quebrar o perfume em seus pés e enxugado com seus cabelos não a deixa parecer em nada com a prostituta que fez o mesmo. Observe que Maria estava em casa, onde morava com Lázaro e Marta, seus irmãos (João 12.1) e a prostituta estava na casa de um fariseu chamado Simão (Lucas 7. 38-40).



Escrito por Sérgio Santana às 09h33
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- A mulher adúltera, a samaritana e Maria Madalena:

Essas mulheres tem algumas características que as difere uma das outras.

Observemos que a MULHER ADULTERA foi pegue no próprio ato, adulterando (João 8.3 e 4). A MULHER SAMARITANA, por sua vez, não é tida com uma mulher que foi flagrada no ato, mas como alguém que mantém uma vida de adultério, visto que já possuiu cinco maridos e agora vivia com um que não era o seu (João 4.17 e 18).

O perfil de MARIA MADALENA, porém, já foi traçado um pouco acima. Frisando-se ainda que Maria, era de Magdala, A mulher adúltera, de Jerusalém e a samaritana, de Sicar, Samaria.

 

Como pudemos observar neste pequeno comentário, cada uma dessas mulheres é uma “Maria” diferente e, portanto, não podem ser todas, a mesma MÃE DE DEUS.

 

SÉRGIO SANTANA



Escrito por Sérgio Santana às 09h33
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Versículos que interpretamos errado

 

Volta e meia vemos nas igrejas as mais impressionantes frases. Não sou do tipo que fica criticando os irmãos, muito pelo contrário, gosto de freqüentar igrejas humildes, onde o português falado corretamente não tem prioridade, mas sim a pregação da Palavra de Deus e a salvação das almas.

O fato de ouvirmos coisas que nada tem a ver com o que realmente está escrito na Bíblia, muitas vezes, está ligado ao que os irmãos “ouviram” e não ao que eles leram. É onde está todo o perigo. Não devemos sempre pregar o que ouvimos, mas sim o que lemos e aprendemos.

Freqüentadores assíduos de cultos evangélicos certamente já ouviram por diversas vezes os pregadores dizerem que a “Bíblia diz: Perante Deus, até a tristeza salta de prazer”, tudo isso baseado em Jó 41.22. Uma olhada mais cuidadosa e podemos ver que na verdade ali está falando não de Deus, mas sim de um animal chamado leviatã. Para provar isso, podemos inclusive lê na versão de Almeida – Revista e atualizada onde diz: “No seu pescoço reside a força; e diante dele salta o desespero”.

Bom, essa é apenas uma das muitas frases que são pronunciadas de forma incorreta na Igreja. Mas podemos perceber a existência de muitas outras. Costumo fazer esse tipo de reflexão para que eu mesmo não caia em um deslize.

Que tal o versículo que diz: “o cair é do homem e o levantar é de Deus”? Na verdade, tem 9 anos que comecei a ler a bíblia com muita curiosidade, mas nunca encontrei esse versículo. Resta, então, compará-lo com o que diz: “sete vezes cairá o justo e se levantará (Pv 24.16)”, ou melhor, poderíamos usar a versão de Almeida-Revista e Corrigida que diz: “sete vezes cairá o justo mas o SENHOR o levantará” – Acho que com esta ultima fica melhor.

É, mas a coisa fica assim um pouco critica quando alguém começa a pregar e diz que “quando chegamos aqui na Igreja o Senhor Jesus já estava”. Será que ele estava mesmo? Veremos:

At 17.24 – O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;

Se Deus não habita em templos feitos por mãos humanas, o que estaria ele fazendo lá quando “eu cheguei?” Nada! Isso apenas prova que Deus chegou lá juntamente com a primeira pessoa que lá colocou os pés, já que  “vós [que] sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós [?] (I Co 3.16)”

Pode-se assim observar que, muitas vezes ouvimos alguém falar algo e nem sequer atentamos para o que está escrito, antes, cometemos o grandioso erro de apenas repetir o que ouvimos.

Outro versículo interpretado de forma errônea é o que diz: “Examinais as escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim (Jo 5.39)”

Na Almeida Revista e Corrigida encontramos: “Examinais as escrituras, porque cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que de mim testificam”.

Já ouvi muitos líderes afirmarem que Jesus estava “ordenando” o povo a lê as escrituras. Como sempre falo, eu não gosto de criticar os líderes que tem pouco conhecimento secular e, aliás, seria até falta de ética de minha parte. Mas algumas coisas precisamos corrigir, ou continuaremos prezas fáceis daqueles que tudo fazem para confundir os filhos de Deus.



Escrito por Sérgio Santana às 13h39
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Observemos pois o que diz o versículo:

Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim”.

 

O termo EXAMINAIS, está no presente do indicativo - O que quer dizer que Jesus estava afirmando que o povo “estava examinando as escrituras”. Além disso, ele aidna dá o motivo pelo qual eles examinam: “porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim”. Com isso, o grande mestre mostrava ao povo que a Palavra de Deus não estava neles, porque se estivesse, eles viriam a ele, porque pela palavra de Deus poderiam saber que ele é o Filho de Deus. Para que isso fique bem claro, é necessário que sejam lidos os versículos 38, 39 e 40. Vale ressaltar que para que a frase fosse uma ordem teria que ser "Examinai as escrituras (Imperativo afirmativo)". Portanto, Jesus não estava ordenando o povo a lê, estava afirmando que eles liam.

Mas isso é uma coisa bastante complicada para muita gente, já que a nossa língua é muito complexa e, pouquíssimas pessoas sabem conjugar verbos. Quando questiono estas coisas, não quero tornar-me um arrogante. Apenas, repito, acho que se continuarmos repetindo o que os outros falam, continuaremos errando. É necessário lê, e lê muito. No entanto, há versículos em que o erro encontra-se mesmo na falta de atenção do leitor. Exemplo disso é o versículo que diz: “Eu amo os que me amam, e os que diligentemente me buscam me acharão (Pv 8.17)”.

Já perdi a conta de quantos pregadores ouvi dizer que é muito melhor buscar ao SENHOR pela madrugada. Todavia, jamais poderemos lê um versículos sem que observemos seu contexto. Já dizia sabiamente certo pregador que um texto, sem contexto, é um pretexto para a heresia. E realmente é!

O versículo supracitado refere-se não a Deus, mas sim a sabedoria. Daí surge a idéia de que é muito melhor para um estudante, estudar pela madrugada.

Salomão explica em todo esse texto do capitulo 8 de provérbios, que aqueles que buscam a sabedoria, àqueles que anseiam por tê-las, devem buscá-la pela madrugada. Se assim não fosse, jamais poderia o versículo 22 dizer: “O Senhor me criou como a primeira de suas obras, o princípio dos seus feitos mais antigos”.

Haveria Deus criado ele mesmo?

Pois é, os pregadores que afirmam que o versículo 17 está falando sobre Deus, com certeza, também afirmam que “de madrugada, a fila é menor”. O que, comprovadamente, não é verdade. Visto que, Deus pode ouvir todos os seus filhos ao mesmo tempo sem que seja necessário se pegar fila alguma.

 

Tem uma série de outros versículos que eu pretendia colocar aqui, mas acho melhor continuar em um próximo comentário, já que as folhas começam avançar.

 

Que Deus nos dê sabedoria e graça, para continuarmos firmes levando a sua palavra.

 

 

 

 

Sérgio Santana

 

 

 



Escrito por Sérgio Santana às 13h38
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O FARISEU E O PUBLICANO (Lucas, cap 18)

 

Outro dia ouvi na Igreja uma pastora pregando sobre o fariseu e o publicano. Fui contagiado pelo poder daquela palavra, que muito me comoveu. Depois de ouvir a pregação, fui para casa e passei a meditar bastante sobre aquela situação. Quem eu tenho sido ultimamente, o publicano ou o fariseu? Será que em algum momento de minha vida eu me coloquei como o publicano? Ou tenho sido como o fariseu? Quantas vezes na minha caminhada eu tenho olhado para meu irmão com olhar de desprezo, julgando-o indigno da graça de Deus e ao mesmo tempo achando-me um “santo”, como alguém que não tem pecado algum? Quantas vezes cheguei à presença de Deus com quebrantamento, sabendo que dele dependo em todos os momentos de minha vida, sabendo que nada sou e que meu irmão é exatamente igual a mim?

Depois de muito refletir, lembrei-me que um certo irmão, não queria deixar entrar na igreja uma pessoa que estava “mal vestida”. Naquele dia, eu pude ver o que sentiu o publicano. A mulher entrou na igreja, após a permissão do pastor e ouviu toda a pregação aos prantos. Sua dor parecia ser tão profunda que ela não conseguia manter as lágrimas. E qual não foi a nossa surpresa quando ao final do culto ela aceitou a Cristo.

Na minha pequena cidade, os crentes costumavam manter os princípios de usos e costumes das Assembléias de Deus. E, em um batismo, uma mulher chegou cheia de jóias e maquiagem para ver como o pastor “afogava os crentes”. Toda a sua arrogância e prepotência foi quebrada ao ouvir a Palavra do Todo-poderoso e, aos prantos, recebeu a Cristo ali mesmo e logo em seguida foi batizada em águas e revestida pelo poder de Deus naquele mesmo instante. 

No dia em que ouvi a pregação da pastora, eu não estava mal vestido. Mas meu coração estava muito abatido. Refleti um pouco no que tenho feito para agradar e desagradar a Deus. Fiquei muito triste ao ver que, na maioria das vezes, eu apenas faço o que ele não gosta.

Depois de ouvir a mensagem, também lembrei-me da mulher do fluxo de sangue(Mt 9.20), da mulher cananéia(Mt 15.22), da prostituta que lavou os pés de Jesus(Lc 7.44), de Maria Madalena (Lc 8.2) e tantas outras pessoas e vi que Deus gosta de pessoas que chegam a seus pés e reconhecem que nada são. Lembrei-me também de pessoas que, como Judas, dizem: “esse perfume poderia ser vendido e seu dinheiro dado aos pobres” ou do fariseu que dizia: “sou dizimista, jejuo, dou esmolas (Lc 18.12)”... sobre isso, a bíblia diz que “mais vale obedecer que o sacrificar(I Sm 15,22)”. Do que adiantam-me as boas obras se não tenho fé? Ou do que me adianta ter fé se em mim não se vêem obras? (Tg 2.14).

Alguns líderes, só costumam ver alguns irmãos que julgam ser os “mais crentes” e, assim, acabam menosprezando os demais, o que é um erro terrível, visto que, muitas vezes esses irmãos sofrem e muito por não conseguirem se “libertar” daquilo que não os deixa serem vistos como crentes em Jesus. Talvez ao entrar no templo, eles sintam-se assim como o publicano e vêem que nada são. Vale ressaltar que “a oração deste é a que foi respondida(Lc 18.14)”, visto que “pela GRAÇA (presente que não foi merecido) sois salvos, por meio da fé, e isso não vem de vós, é dom de Deus(Ef 2.8)”.

Finalmente, percebi que o certo é que “julgue-se pois o homem a si mesmo(I Co 11.28)”, pois se nós julgássemos a nós mesmos, não precisaríamos ser julgados por ninguém(I Co 11.31). Aliás, “quem sou eu para julgar o servo alheio?”.

 

 

 

Sérgio Santana

 

 

 

 

 



Escrito por Sérgio Santana às 10h20
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